sexta-feira, junho 20, 2008

Minha Última Cadelinha


Na madrugada de ontem minha cadelinha Nenê, resolveu fazer sua viagem de partida desta Terra.... Minha Nenê era especial! Uma Beagle especial porque era calminha, gentil, meiga...não era elétrica, ligada no 220V como os Beagles costumam ser. Minha Nenê tinha os olhinhos mais tristes desse mundo, vivia com aquela carinha chorona que só os Beagles tem, mas era amada!!! Era feliz! Há alguns meses vi na internet uma casinha linda, enorme, que cabe um Rotweiller até, e comprei prá ela. Meu marido fez cobertura prá casinha, com telhado, ao redor lona prá protegê-la do frio e da chuva... E agora a casinha está ali...vazia... Assim como está o meu coração. Talvez alguns perguntem, mas porque esse desabafo??? Prá sei lá, tentar dividir minha dor com as pessoas que sei que gostam de seus animais...e aliviar um pouco a tristeza que estou sentindo... Prás pessoas pararem e pensarem, fazemos o bastante por eles? Afinal eles nos dão um amor INCONDICIONAL...... Minha Nenê partiu...e com ela um vazio imenso ficou no meu coração, de meu marido, filhas e no dos seus 7 amigos gatinhos que moram em casa... Minha velhinha não resistiu, apesar da Dra. Janaína (um anjo ali naquela hora de aflição) ter medicado, tentado deixá-la mais estável para uma possível cirurgia. Mas nessa madrugada seu coraçãozinho parou...e ela ali na sala, deitadinha, sem respirar, fez sua viagem ali pro paraíso dos bichinhos, onde eles correm felizes e soltos, latindo, pulando, sendo livres e felizes... E o que me conforta, é que como sei que eles tem alma, um dia iremos nos reencontrar! Nenê foi minha última peluda canina! Ninguém mais vai ocupar o seu lugar e de sua mãe, que nos deixou tempinhos atrás... Vai correr agora pelos campos do Senhor, vigiada de pertinho por São Francisco de Assis. Amo você Nenê! Monica Faria - 20/06/08

sexta-feira, maio 02, 2008

Isabella - Artigo do Dr. Paulo Pereira





Isabella queria viver. João Hélio e todas as outras crianças assassinadas também. Criança quer a vida e não a morte. Crianças sonham com o futuro, querem crescer, ficar bonitas, encontrar seu par. Crianças desejam o bem-estar, querem o carinho, a proteção, o amor que os adultos lhes devem dar. Querem até mesmo os limites que se lhes precisam impor. Criança não gosta de dor. Criança é energia, quer brincar, correr, descobrir, mexer em tudo, dominar o computador.
Isabella, você se foi antes da hora, não a veremos mais; você é agora só o nome de um caso nas páginas policiais. Que seres humanos não quiseram que você soprasse a vela no seu aniversário de seis anos? Que mente doentia lhe impediu de ver a luz de um novo dia? Isabella, às vezes, na verdade que se revela, a vida não é tão mágica nem tão doce como a gente gostaria que ela fosse. Isabella, na corrida até a janela, no vão aberto às pressas na tela de proteção, na queda, no corpo que se estatela no chão, não é você que morre: é a esperança no ser humano que se esfacela. Afinal, onde está o perigo? Lá fora, na rua escura, onde vagam desconhecidos, ou aqui dentro, onde deve estar a ternura dos entes queridos?
O ser humano perverteu a natureza. Num mundo normal, em que todos tivessem direito à vida e à liberdade, os mais fortes protegeriam os mais fracos. Ao invés disso, os que carecem dos meios de defesa não passam de instrumentos de satisfação dos desejos mais bestiais dos ditos "mais fortes". Pessoas destituídas de força espiritual acham que podem compensar da forma mais ignóbil possível, exercendo dominação sobre seres indefesos, que nada têm a ver com isso. Pássaros presos em gaiolas, crianças abusadas sexualmente por pais, padrastos ou outras pessoas da própria família, crianças mortas. Há um sem-fim de padres pedófilos circulando livremente com a proteção do Vaticano; suas vítimas vivem dominadas por profundos traumas psicológicos; muitas se suicidam. Jovens são mandados à guerra para matar e morrer. Potentes artefatos bélicos matam indiscriminadamente de um lado e de outro, militares e civis. Aliás, não vejo diferença nenhuma em matar um militar ou um civil. Dentro da farda não há um ser humano?
Isabella, se foi seu pai que lhe ceifou a vida, ele não era pai de verdade. Pais de verdade não matam filhos; preferem morrer para que os filhos vivam. Seres humanos de verdade não querem matar, preferem lutar contra sentimentos mórbidos que os tentam dominar. Isabella, quem chora por você? Vejo na TV milhares de pessoas acotovelando-se para ver os suspeitos da sua morte; muitas dizem ter vindo de outras cidades, viajando centenas de quilômetros só para isso. Há gosto para tudo, mas o que me intriga é: como acham tempo?! Não têm nada mais produtivo e útil para fazer? Esse ócio é um dos fatores que explicam por que somos terceiro mundo. E eu aqui, brigando com as palavras e tentando encontrar uma brecha nos meus afazeres para escrever este texto.
Isabella, este mundo é de mentirinha. E tem quem quer que continue assim. Não são todos que desejam um mundo de verdade, com seres humanos de verdade, com instituições de verdade, com famílias de verdade. Tenho certeza de que você iria lutar contra a hipocrisia, a perversidade, mas lhe tiraram esse direito. Alguém entendeu que você não podia continuar a viver. Se eu pudesse, trar-lhes-ia, você e todas as crianças assassinadas, de volta à vida, pois às vezes tenho a impressão de que as escuto clamando pelo direito negado.
Meu coração se oprime quando ouço Gal Costa cantar: "Ressuscita-me, ainda que mais não seja/ porque sou poeta/ e ansiava o futuro/ ressuscita-me, lutando contra as misérias do quotidiano/ ressuscita-me por isso/ Ressuscita-me, quero acabar de viver o que me cabe, minha vida/ (...) Ressuscita-me para que a partir de hoje/ A família se transforme/ E o pai... seja pelo menos o universo/ E a mãe... seja no mínimo a Terra..." (de Caetano Veloso, baseado em poema de Vladimir Maiakovski).
A morte de crianças, seja qual for a causa, choca-me profundamente, pois subverte a ordem natural. Por isso, embora eu sempre procure terminar meus textos dizendo algo que eleve o astral, hoje não dá, hoje eu não estou legal.
Paulo Pereira da Costa, promotor de Justiça, autor do livro "Pensando na Vida" paulopereiracosta@uol.com.br

quarta-feira, abril 09, 2008

Para Refletirmos!!!

Através do caminho
Impossível atravessar a vida ...
Sem que um trabalho saia mal feito,
Sem que uma amizade cause decepção,
Sem padecer com alguma doença,
Sem que um amor nos abandone,
Sem que ninguém da família morra,
Sem que a gente se engane em um negócio.
Esse é o custo de viver.
O importante não é o que acontece, mas, como você reage.
Você cresce...
Quando não perde a esperança,nem diminui a vontade, nem perde a fé.
Quando aceita a realidade e tem orgulho de vivê-la.
Quando aceita seu destino, mas tem garra para mudá-lo.
Quando aceita o que deixa para trás, construindo o que tem pela frente e planejando o que está por vir.
Cresce quando supera, se valoriza e sabe dar frutos.
Cresce quando abre caminho, assimila experiências, e semeia raízes.
Cresce quando se impõe metas, sem se importar com comentários, nem julgamentos quando dá exemplos, e sem se importar com o desdém, quando você cumpre com seu trabalho...
Cresce quando é forte de caráter, sustentado por sua formação, sensível por temperamento, e humano por nascimento.
Cresce quando enfrenta o inverno mesmo que perca as folhas, colhe flores mesmo que tenham espinhos e marca o caminho mesmo que se levante o pó.
Cresce quando...
É capaz de lidar com residuos de ilusões,
É capaz de perfumar-se com flores...
e se elevar por amor!
Cresce ajudando a seus semelhantes,
conhecendo a si mesmo e dando à vida, mais do que recebe.
E assim se cresce...

segunda-feira, abril 07, 2008

Sobre aquele idiota que se acha artista!!!

Guilhermo Habacuc que MATOU um pobre cão de rua em nome da arte.... Uma amiga (Márcia B.) escreveu e fiquei refletindo sobre as palavras delas.... "" A defesa do ato diz que expôs a hipocrisia das pessoas, que era esse o objetivo. Fico me perguntando o que alargou tanto os limites da arte que qualquer coisa de imoral a idiota pode ser chamada da “arte” desde que apresente um argumento “intelectualizado”. Estamos a cada dia mais burros e confusos. Os excessos nos anestesiaram os valores. Numa outra exposição para expormos as indiferenças sociais vamos amarrar crianças com um suprimento de crack até que elas morram de overdose? Acompanhado é claro de um belo manifesto."" E ela está coberta de razão! Ou nós reagimos contra a destruição dos animais, plantas, outros seres-humanos, habitats... Ou nós reagimos contra essa globalização que deixou as pessoas insensíveis e materialistas demais, ou nosso fim será muito triste.... Talvez voltemos a fazer sacrifícios humanos achando ser normais, como os que Astecas e outros povos faziam para chover, ter boas colheitas, aplacar a ira da natureza...mas hoje será para galgarmos o status no emprego, ter o carrão do ano, andar vestidos de peles raras, enfim........ Se não acordarmos para o que realmente importa, vamos nos implodir!!!!!! E vamos levar junto conosco o único lugar onde podemos viver, a Terra!

domingo, março 16, 2008

Ajudar.........


Faz bem para o corpo!
Faz bem para a alma!
Faz bem para a cabeça!
Faz bem para o coração!
Faz bem para o próximo!
Faz bem para o planeta!
Faz bem para a humanidade!
Mas por que? Alguns ainda relutam???

segunda-feira, novembro 12, 2007

Sintonia entre dois Escritores!!! LINDO!


Leiam e entenderão......
TUAS LEMBRANÇAS
Alberto Carmo (São Paulo - SP) & Vera Vilela (Bauru - SP)
Quando ias embora
eu corria de volta
e enrolava o lençol
com teus cheiros e teus cabelos
e guardava como amuleto
que sorvia dia-a-dia
vagarosamente
até quando tu voltasses...
- Alberto Carmo
E quando eu voltava
Morria de ciúmes do lençol
Mudava meu perfume
Só para contrariar
- Vera Vilela
E te amava tanto
e tanto pensava em ti
que tinha cuidado até
de não te dar quebranto
- Alberto Carmo
E de tanto amor
Que tu me davas
Me sentia rainha
Do teu conto de fadas
- Vera Vilela
E vinhas como uva
e saías como ar
evaporavas
teu perfume na minha boca...
ficavas
- Alberto Carmo
Em minhas idas e vindas
O mundo todo parava
O universo nos contemplava
Era muito amor
Momentos de ternura
Ou loucuras
Em que nossos perfumes
Eram compartilhados
- Vera Vilela *Uma troca de inspirações entre poetamigos que resultou no poema acima. Vera Vilelahttp://www.encantandotempo.blogspot.com/

sexta-feira, novembro 09, 2007

PREGUIÇA!!!!!!!!!!!!!!


A LA MERDE a rotação da Terra!!!!!!

Eu tô com PREGUIÇA!

Preguiça de escrever, de atualizar o Blog, de procurar assunto prá escrever, prá protestar...

Hoje não quero nada de sério, só quero Preguiçar!!!!!

E fui!

segunda-feira, setembro 10, 2007

Rimas e + Rimas!!!! Só quem tem o dom mesmo...

Texto de um amigo que encanta com seus versos e rimas!
ATENÇÃO: Apenas para os que tem a alma sensível :) ;)
Não tenho sabedoria de sobejo. De certas coisas não sei patavina. Por isso me domina um grande desejo de aprender mais, saber mais sobre tudo, sobre o que vejo e até o que não vejo. Mas do pouco que sei, já notei que para tomar decisões mais acertadas, driblar certas dificuldades, é necessário certo traquejo. Afinal, não é a todo instante que surge a idéia brilhante, que vem o lampejo. Nem sempre se está preparado, como dizem, com a faca e o queijo. Além disso, de nada valem boas armas se a gente não sabe usar, não conhece o manejo. A pressa pode levar ao imponderado por não deixar chegar o momento certo, o ensejo. Para traçar rumo, dar definição, chegar à melhor solução, é bom ser esperto, o que é diferente de ser rápido ou apressado. Ser esperto é estar desperto, acordado; é admitir que nem sempre se está certo ou ao menos perto da solução; é saber economizar munição, dosar, manter uma reserva, tal qual o camelo que atravessa o deserto, a céu aberto, sob o sol de verão. Quando a pressa ataca, é preciso ter muito cuidado para não fazer caca, mudar de lado, virar a casaca. Por isso é necessário esperar. Mas esperar não é ficar parado feito estaca, desperdiçando o tempo com coisas que não valem meia pataca. Esperar é usar o tempo para raciocinar e lapidar com a verdade e a justiça a solução a que se quer chegar."
Paulo Pereira da Costa

sexta-feira, agosto 31, 2007

BRASIL, República de Bananas.

BRASIL, REPÚBLICA DE BANANAS. Quinhentos anos de saques, descaso e políticos corruptos botam abaixo nosso país e nossa dignidade. A escória vinda de Portugal nos deixou um legado de falcatruas, desmandos, corrupção, bandalheira. Tudo institucionalizado, pois os maiores e melhores exemplos partem do topo da pirâmide, de Brasília. Nunca se meteu tanto a mão no bolso dos que pagam impostos. A classe média é quem sustenta esses saques, a classe que mais paga impostos no Brasil! O governo não tem mais imposto para inventar, para bi-tributar, para descaradamente pilhar. Estamos literalmente órfãos de políticos sérios que queiram passar esse Brasil a limpo. Câmara e Senado nos dão dia a dia exemplos vergonhosos de como ser um bom malandro da federação. Dançam em plenário, absolvem integrantes das quadrilhas do poder, desviam dinheiro público em malas e cuecas depois dizem não saber de nada, não ver nada. Engavetam projetos que beneficiam os cidadãos e consumidores, enrolam nas votações que garantem mudanças nos códigos vigentes, enfim... Exemplos, dos piores, temos aos montes. Sorte desses "homens do poder" serem parte integrante de um povo pacífico e ordeiro, pois senão eles já estariam na forca ou no paredão de execução. Pobres de nós que temos homens públicos que só entendem o tilintar das moedas, que nos entregam de bandeja ao crime. Somos suas primeiras opções em tempos difíceis. Joguem o povo aos leões pois fugiremos de avião para a Europa. Esses dias de terror que vivemos, jamais serão esquecidos e fatalmente se repetirão. Um poder que se dobra aos bandidos e que senta para negociar cor de uniforme não merece credibilidade, claro, pois numa possível fuga, não querem estar vestidos de cor de laranja, chamando a atenção. Querem cinza, pois assim seriam confundidos com trabalhadores comuns. E o pior, ainda querem ter o privilégio de assistir aos jogos da copa enquanto entre uma jogada e outra tramam e encomendam mortes pelo país. Um poder que não bloqueia os celulares nos presídios, apesar de existir equipamentos para isso aos montes; um poder que sabe que algo grande e perigoso irá acontecer, mas omite aos próprios policiais que o servem. O que esperar mais desse poder? Em quem votar? Para onde ir? Até Deus deve estar buscando a solução sem acreditar no que vê por aqui. Providências sérias precisam ser tomadas. Se a pena de morte não pode ser implantada para esses cabeças do crime, comprovadamente reincidentes, altamente perigosos, que se implantem presídios aos moldes americanos onde presos quebram pedras o dia todo, ao final do dia, totalmente extenuados, não terão condições sequer de ficar de papo num telefone celular. Uns dirão, mas isso não é certo, e os direitos deles??? E os direitos do povo trabalhador, ordeiro, pacífico, que labuta dia a dia e nem assim tem dignidade e segurança para criar seus filhos e manter sua família? Onde estão os direitos humanos das vítimas? Esses monstros não tem recuperação. São peso morto que comem e vestem do suor de nosso trabalho. Que fiquem presos em solitárias para o resto de suas vidas, sem poder ver ninguém, assim, menos mortes de inocentes ocorrerão. Soldados mortos pelas costas, na traição, civis atuando num filme real de terror, até quando? Até quando quem deve fazer leis que protejam o cidadão de bem e lhes dê dignidade irá corromper, ser corrompido, saquear, fechar os olhos para a educação de base, a saúde comunitária, o trabalho digno, a comida, a moradia? Será que precisaremos pegar em armas e invadir Câmara e Senado para sermos vistos e ouvidos? E aí sim, termos vez nessa republiqueta de bananas??? Monica Rodrigues de Faria

segunda-feira, julho 23, 2007

UM DIA

UM DIA
Faremos amor à beira-mar Sob o luar Em lençois macios Ou duros bancos de sentar Não importa Faremos amor Até nos fartar. MonicaF./07/Julho