segunda-feira, agosto 29, 2011

Golfinhos brincando com Águas-Vivas e com Bolhas de Ar



Retirado do site BBC: 15 de outubro, 2009 - 13:50 (Brasília) 16:50 GMT

Golfinhos brincando com Águas-Vivas!



http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2009/10/091015_golfinhosfutebol_video.shtml

Cientistas britânicos conseguiram captar pela primeira vez em vídeo um grupo de golfinhos nariz-de-garrafa jogando entre si águas-vivas, numa espécie de futebol aquático.

Os golfinhos são conhecidos por sua inteligência avançada e por gostarem de interagir em grupo.
A brincadeira, observada na costa do País de Gales, surpreendeu os pesquisadores, que agora querem realizar estudos para compreender o comportamento dos animais.
As imagens do vídeo são uma cortesia de Council for Wales, Sea Watch Foundation e Marine Awareness North Wales.

Retirado do site BBC: 13 de março, 2009 - 07:54 (Brasília) 10:54 GMT

Golfinhos brincando com Bolhas de Ar!

http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2009/03/090313_video_golfinhoorlandogd.shtml

Os tratadores dos golfinhos do Sea World em Orlando, no Estado americano da Flórida, observaram nos últimos meses que os animais aprenderam a expelir ar do orifício sobre a cabeça e a criar círculos de bolhas que, na água, parecem prateados.

Com o nariz, os golfinhos mudam a forma dos anéis e, às vezes, mordem um maior para formar um de menor diâmetro.
Os tratadores acreditam que as fêmeas são mais ativas e a brincadeira é individual - muitas vezes os golfinhos mordem suas bolhas para que se dissolvam ao invés de deixar outros participarem da brincadeira.
A pressão mais alta no fundo do aquário de golfinhos ajuda a manter os círculos de bolhas intactos e girando por mais tempo do que os formados perto da superfície.

terça-feira, junho 07, 2011

POETA LUIZ PIENTA - Colega de Trabalho!



Tanto rio já me levou

Pra onde eu não quis,

Que hoje rio à toa

Quando paro no meio

Da ponte e pênsil:

Qual engenho misterioso

Do destino me fez parar aqui?

Eu, que me julgava ser

Um peixe sem parada?

Agora, piracemo-me ao contrário

E me deixo levar por suas águas,

Correntes que me livraram

Das mágoas que chorava,

Sem saber que uma nascente,

Um rebento, um olho d’água,

Não surge do pranto,

Mas da necessidade de correr

E dar vida a quem se quer bem...

Sem saber que a felicidade

Pode estar exatamente ali,

Naquela pedra onde uma gota

De lágrima cava, cava, cava...

Hoje sou peixe que para.

Hoje sou feliz e rio,

Piracicaba...

Luiz Pienta

quarta-feira, maio 25, 2011

"Criaturas Proibidas" - Peter Laufer

Extraído do site GAP - Santuário dos Grandes Primatas Peter Laufer (namiami.com) A IRRACIONALIDADE HUMANA O Dr. Peter Laufer, jornalista, responsável da Escola de Jornalismo e Comunicação da Universidade de Oregon, autor de 12 livros, agora entra no mundo dos “animais de estimação exóticos”, com seu livro Forbidden Creatures (Criaturas Proibidas), onde mostra o mundo ilegal de caçadores, traficantes, criadouros comerciais e os clientes, que estão impactando negativamente a vida de animais exóticos, de humanos e do meio ambiente. Peter Laufer denuncia esse mundo, comandado pelo lucro, que movimenta entre 10 e 20 bilhões de dólares por ano, segundo a Interpol, sendo o negócio mais lucrativo após o tráfico de armas e de drogas. Laufer encontrou tigres por qualquer lugar na América do Norte, como no fundo de uma loja de ração, uma colônia de chimpanzés no interior ao sul da cidade de Saint Louis e sacos plásticos cheios de cobras asiáticas numa antiga base militar na Flórida. Existe venda ilegal de chimpanzés pela Internet, assim como leilões de animais de todo tipo, até zebras no Estado de Missouri. Em seu livro, ele conclui que os animais exóticos não precisam de nós e deveríamos deixá-los livres, como criaturas proibidas para o convívio com humanos. Ao mesmo tempo, numa reportagem da Revista Veja desta semana, sobre o mundo das “mascotes exóticas”, mostra um comércio absurdo de sagüis, lagarto teiú e todo tipo de araras, com nota fiscal e a “benção” do Ibama. Ao mesmo tempo ainda, se reconhece que a legalização da venda de animais exóticos pelas autoridades ambientais em nada colaborou para coibir o tráfico de animais, muito possivelmente o aumentou, já que criadouros comerciais – sem fiscalização adequada – “esquentam” animais arrancados de nossas florestas e os vendem por valores absurdos a humanos, que posteriormente, quando não conseguem mantê-los nas casas, os abandonam em qualquer praça pública; sagüis por 2.000 a 4.000 reais, lagarto por 800 reais e araras vermelhas por 6.000 a 8.000 reais, são o exemplo mais evidente de que alguns humanos não respeitam ninguém e menos ainda as criaturas inocentes que se escondem em nossas matas, para livrar-se dos Homo sapiens predadores de suas vidas (com nota fiscal e chip eletrônico de identificação). Dr. Pedro A. Ynterian Presidente, Projeto GAP Internacional Fonte: http://www.namiami.com/2011/April%202011/np.htm

quarta-feira, abril 20, 2011

SEIS E MEIA - Arnaldo Silva





Seis e Meia…

Há tantos simplesmente vagando Sem vida,
quase mortos

Outros absolutamente mortos
Ainda tão vivos

As vezes não temos tempo

As vezes não há tempo

Um fim tão previsível

Torna-se tão inoportuno

Tanta vida em apenas um dia

Tão poucos acontecimentos numa vida

Virão outros

Que contarão novas e velhas histórias

Sobre o seu tempo

Sobre o meu tempo

Sobre a sua vida

Sobre a minha vida

Histórias de vida

Histórias da morte

De um tempo

Que não vai existir

AUTOR: Arnaldo Silva, 41 anos, é especialista em tecnologia da informação, professor universitário e fotografo amador.

FOTO: Tunel da Vila Industrial - Marília Gonçalves.

domingo, abril 03, 2011

Maluquice - Eloah Margoni

Maluquice
Abelhas enquanto abelham,
o meu amor perceveja,
explodindo
em mil pedaços
de embriaguez e maus tratos;
eu ouço órgãos de igreja
ao colo, uma cerveja
bem sei a voz do diabo...
tão pequeno, tão coitado!
Mas tem fios
por todo lado
e bandos de cosmonautas,
a gravidade nos falta
vamos todos flutuando
em rés, em fás, si bemóis...
Às vezes tem uns lençóis,
às vezes vira deserto,
mas noutras, há céu por perto
e na horta tem melão,
na mesa, um tubarão
mas ele é que gente boa...
Na alma, cores inteiras!
No fim, não faz diferença,
há um toque de presença
que nivela o mundo todo;
há um verniz pegajoso
que cola o Universo inteiro;
olhando-se sem piscar
durante uma hora e meia,
se pode vê-lo!
Eloah Margoni

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

POESIA - Suave Balanço - Patty Barreto

Suave balanço Algo leve como a luz, sublime , evanescente como a chama, nada além daquilo que viví.... Seguro e sereno como tarde de chuva que escorre por calhas Além de mim, antes de vc ! Cantiga que acalente, esquente a mente, me chame e clame por um bem querer. Serví á vida e ao vento. Sedí ao tempo e exijo meu momento. marcado, estragado' encravado no tomo de minha consciencia, onde minha esperança é flor, jardim sem fim ! Poesia sem rima,em noite sem estrela.... Coisas que assimilo, como num espirro, que quero .....e quero cada vez mais ! Se vc ainda não entendeu, acenda a luz de teu olhar. Ilumine esta minha escuridão e deixe o não partir na imensidão. Venha sonhar e comigo viver num sonho a realidade de sempre estar........aqui! Patty. Bagagem 27/02/2011

sexta-feira, agosto 27, 2010

FUTURO INERENTE - Michael Gustavo Nunes da Silva

Você consegue ouvir esse som? Não? Chegue mais perto, aproxime sua cabeça da minha. Desculpe, acabei errando a localização… Isso, coloque seu ouvido em meu peito Pensando melhor talvez não fosse necessário se aproximar assim Pois, o som que se propaga não é nem um pouco baixo… Entretanto, a ideia de tê-la assim tão próxima de meu corpo faz-me feliz Sente? Esse coração bate por tí. Tanto tempo foram aquelas que precederam tua chegada E tua ausência não mais pode ser lembrada Apagada jamais, mas soterrada por uma imensidão de felicidade E sonhos precipitando-se a espera de sua realização, tão iminente Sorrisos não são contidos, nem precisam A felicidade já fora por tanto tempo prorrogada Agora o que resta é se deliciar com sua presença Com um toque posso afastar uma mecha de cabelo que pendia ao seu olho -Pausa sugestiva- Para admirar aquele lindo rosto Rosto esse que tantas vezes fez-me passar horas delirando debaixo do cobertor Mas que agora ressoa como um caleidoscópio alegre perante meus olhos Preciso interromper minhas palavras porque o que mais anseio É isso, seu beijo. Michael Gustavo Nunes da Silva Porto Alegre 2010 - Agosto http://mikesoski.tumblr.com/

quinta-feira, agosto 26, 2010

UM DIA

UM DIA

Faremos amor à beira-mar

Sob o luar

Em lençois macios

Ou duros bancos de sentar

Não importa

Faremos amor

Até nos fartar.

MonicaF./07/Julho

quarta-feira, dezembro 23, 2009

NOEL - Por Eloah Margoni

_ NOEL_

Chegou de trenó em pleno tiroteio,
levou, na coxa esquerda uma bala perdida.
Duas das renas morreram no local.
Uma terceira foi para o zôo.
Outra escapou correndo pela avenida.
As demais viraram casacos....
No chão, o saco de presentes mostrou coisas arcáicas de madeira, mas uma estrela caída, finalmente, tinha um brilho grande, espetacular. Ofuscava os transeuntes.
Todos se quedaram mudos, extasiados.
Ninguém ousou tocá-la!

Eloah Margoni

terça-feira, novembro 03, 2009

Franciscanamente - Eloah Margoni

O que te mata é o que te move" (frase esotérica) Sinto-me privilegiada e infeliz ao mesmo tempo, por causa da grande sintonia que, desde criança, tenho com a natureza e com a diversidade da vida na Terra. A infelicidade causada por tal paixão advém de razões bem conhecidas e óbvias, alheias aos meus desejos, sonhos e entendimento racional. A alegria e o bem estar por outro lado, devo explicá-los, para que seja possível para aqueles que não possuem esses sentimentos por Gaia tão enraizados como o são em mim, compreenderem que tal sensibilidade traz não só muito sofrimento mas, afortunadamente, também manchas de oásis e de encantamento em meio à aridez adversa, cortante e estéril do universo humano. As tragédias do tosco Homo sapiens comovem-me também e relativamente, por outro lado; a omissão social não é hábito que cultivasse em nenhum momento da vida. Minha profissão inclusive não me permitiria isso. Preocupação especialmente com os infantes...Porém, esta espécie de bicho a qual pertenço não está no centro nem do universo nem de meu espírito. Ali esteve por algum período não tão longo (no centro do meu espírito quero dizer)... Já nem está, e no universo sempre foi faísca. Posso me distrair enormemente com os lagartos que ficam, nas manhãs de sol, parados nas pedras e correm da gente quando nossos passos se aproximam. Apenas ver um besourinho milimétrico de intensa e brilhante cor bordô, que nunca conhecera antes, bem ali parado no muro do meu jardim, é melhor do que um presente de Natal! A família de pássaros “quero-quero”, mãe vigilante, atentíssima e quatro filhotes agitados, zanzando de lá pra cá, qual frangos em miniatura no parque que atravesso diariamente, vem a calhar. Não preciso de espectadores humanos em muitos dos meus momentos. Bem- vindos sejam leitores iguais a mim, ou a caminho! Posso parar, e paro, para passar o dedo delicadamente sobre trinta joaninhas irmãs, de casca lustrosa, morando juntas sob os cogumelos "orelhas de pau" da árvore morta. As câmeras municipais de vigilância devem achar esquisito que eu fale tanto com a coruja que fica no mourão. Ou não...câmeras de segurança não têm de pensar nada. Nuvens cúmulos-nimbos em sua maleabilidade e fluidez podem distrair-me por horas, mais do que computador! Uma grande pedra acolhedora e aquecida pelo sol, sobre a qual nos deitamos num dia mais ameno é deliciosa... E os troncos das árvores! Desenhos que são vivos, caminhos, trilhas sinuosas e insinuantes, tons e mais tons, cores tiradas de outras cores. São tantas as contemplações, os sons naturais e os olores da terra capazes de afugentar qualquer solidão ou autopiedade em meu peito, que dá pra rir como os loucos, sozinha, e suspirar, e rir de novo e sentir-me acompanhada. Por outro lado, isso tudo não me parece, para o intelecto, coisa de grande juízo ou sensatez, de bom equilíbrio mental. Só posso explicá-lo aceitando que, com o tempo, me afastei de minha espécie... Se a alma do homem for lilás ou branca, a minha será cor de mel ou esverdeada. Enfim, diferente. Se for redonda, encompridei por enquanto. E cá entre nós, isso traz a qualquer um imenso, inenarrável alívio!